6. O que são “MÁQUINAS ABSTRACTAS” segundo D&G

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Máquinas abstractas (diagrama e phylum)
Num primeiro sentido,
não existe a máquina abstracta,
nem máquinas abstractas
que seriam como Ideias platónicas,
transcendentes e universais,
eternas.
As máquinas abstractas operam em agenciamentos concretos:
definem-se pelo quarto aspecto dos agenciamentos,
isto é, pelas pontas de

descodificação
• e de desterritorialização.

Traçam essas pontas; assim, abrem o agenciamento territorial para outra coisa,
para agenciamentos de um outro tipo,
para o molecular, o cósmico,
e constituem devires.
Portanto, são sempre singulares e imanentes.
Contrariamente ao que se passa nos estratos,
e também nos agenciamentos considerados sob seus outros aspectos,
as máquinas abstractas ignoram as formas e as substâncias.
Por isso são abstractas,
mas também é esse o sentido rigoroso do conceito de máquina.
As máquinas excedem toda mecânica.
Opõem-se ao abstracto no seu sentido ordinário.
As máquinas abstractas consistem em

matérias não formadas
• e funções não formais.

Cada máquina abstracta
é um conjunto consolidado
de matérias-funções

(PHYLUM
e DIAGRAMA).

Isto se vê claramente num “plano” tecnológico:
um tal plano não é composto simplesmente por

substâncias formadas,

o alumínio, plástico, fio elétrico, etc,

• nem por formas organizadoras,

o programa, protótipos, etc,

mas por

• um conjunto de matérias não formadas

o que só apresentam graus de intensidade
(resistência, condutibilidade, aquecimento, estiramento, velocidade ou retardamento, indução, transdução…),

• e funções diagramáticas

o que só apresentam equações diferenciais ou, mais geralmente, “tensores“.
Certamente, no seio das dimensões do agenciamento,
a máquina abstrata ou máquinas abstratas
efetuam-se em

formas
• e substâncias,

com estados de liberdade variáveis.


Mas foi preciso, simultaneamente,

• que a máquina abstracta se componha
• e componha um plano de consistência.

Abstractas,
singulares e criativas,
aqui e agora,
reais embora não concretas,
actuais ainda que não efectuadas;
por isso, as máquinas abstractas são

• datadas
• e nomeadas

(máquina abstracta-Einstein, máquina abstracta-Webern, mas também Galileu, Bach ou Beethoven, etc).
Não que remetam

• a pessoas
• ou a momentos efectuantes;

ao contrário,

• são os nomes
• e as datas

que remetem

• às singularidades das máquinas,
• e a seu efectuado.”



Deleuze, “Mil Platôs”, Vol 5, Editrora 34. pp. 227
Último capitulo de “Mil Platôs”: Regras Concretas, subdividido em 6 pontos (3+3)
1. Estratos 2. Agenciamento (territorializante) 3. Rizoma
4. Plano de Consistência 5. Desterritorialização 6. Máquina Abstracta

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