A variável “Continental”

Ricardo Barroso Lá vou eu para o K. Popper… Cada vez mais gosto dos analíticos… I’m going to work Popper, but more and more i like the Analytics

26/3 às 13:47 ·

Comentar ·

Domingos Faria 

Domingos Faria 

O que mais aprecias nos analíticos?
26/3 às 14:40
Luis Carlos Rodrigues 

Luis Carlos Rodrigues 

os analiticos sao os melhores lol
26/3 às 14:59
Ricardo Barroso 

Ricardo Barroso 

A análise do significado dos enunciados. Filosofia é clareza, apesar de algumas limitações. Ando com várias alergias à Ontologia, sobretudo a Heidegger e às chouriçadas sem sentido.
26/3 às 15:47
Luis Carlos Rodrigues 

Luis Carlos Rodrigues 

lol Es ca dos meus
26/3 às 15:49
Ricardo Barroso 

Ricardo Barroso 

Luis e tu tiveste mt sorte, porque na Clássica não tiveste que ler um artigo de ontologia – «Problema do Uno e do Múltiplo» de Júlio Fragata, se aplicasses a análise aquele artigo ai é que te irias rir imenso. Apesar de tenho que reconhecer valor, mais que não seja histórico, ao P. Julio Fragata.
26/3 às 15:56
Luis Carlos Rodrigues 

Luis Carlos Rodrigues 

nao conheco…
26/3 às 15:57
Luis Carlos Rodrigues 

Luis Carlos Rodrigues 

de filosofia nao analitica, aqueles que ainda gosto sao o Foucault e o Habermas. Ha tb uma filosofa que, esta por acaso gosto bastante, que esta no meio da analiticidade e hermeneutica, chamada Benhabib. De resto nada ate hoje…
26/3 às 15:58
Ricardo Barroso 

Ricardo Barroso 

O Fragata é um homem que se dividia pelo seu «Ontológico a roçar o esotérico» lol.
Gosto de Foucault a outra não conheço, depois vou gostando de outras pequeninas coisas…
26/3 às 16:06
Sonia Duarte 

Sonia Duarte 

Racismo em filosofia: eleição de pretos e brancos. Triste…
26/3 às 17:04
Ricardo Barroso 

Ricardo Barroso 

Não se trata de racismo, lol. Mas de preferências.
26/3 às 17:30
Luis Carlos Rodrigues 

Luis Carlos Rodrigues 

Por acaso ate ha um filosofo analitico preto muito bom chamado Kwame Anthony Appiah. Nao conheco nenhum continental que seja preto LOL
26/3 às 17:33
Sonia Duarte 

Sonia Duarte 

Vou fazer copy+paste de um antigo diferendo sobre o tema, que já me cansa: 

«Essa divisão Analíticos vs. Continentais é artificial, simplista, e hipnotiza muitos intelectuais. Só serve para abastardar diferenças irredutíveis e massificar a Filosofia como se fosse um receituário de clichés.

É redutor açambarcar e colocar sob um mesmo epíteto autores tão diferentes, rivais e até incompatíveis – e isto é válido tanto para a Filosofia Analítica como para a Continental…. Ver mais

Por exemplo, do lado dos analíticos, A. J. Ayer critica Wittgenstein; do lado dos continentais, Foucault critica Derrida e vice-versa; etc., etc.

Esse abismo Analíticos vs. Continentais só tem servido de pretexto para a preguiça académica (“Não pertence à seita, então não leio”), para militâncias nacionalistas (“Nós os Anglo-Saxões, vocês os Franceses”), e para formar profissionais mentecaptos cada vez mais convencidos da auto-suficiência da sua razão e do seu ego, fechados no cadinho da sua especialização, com palas nos olhos para não cultivarem mais nada senão o seu partido.

Esperava dos profissionais da Filosofia um comportamento diferente dos adeptos dos clubes de futebol».

26/3 às 17:57
Luis Carlos Rodrigues 

Luis Carlos Rodrigues 

Como todo o respeito, eu vejo muitas afirmacoes e ataques pessoais mas nao vejo nenhum argumento que, de facto, mostre que nao existem diferencas entre analiticos e continentais. Alem disso, ter preferencias revela ter criterio, o que me parece essencial em filosofia. Eu nao tenho de gostar de todas as metodologias ou de todos os filosofos para ter… Ver mais sentido critico. De facto, e exactamente o contrario que deve acontecer: ter criterios para escolher aqueles que realmente oferecem bons arguments e aqueles que nao o fazem. Foi alias por isso que se referiram alguns filosofos nao analiticos como exemplos de boa filosofia.
26/3 às 18:12
Hibrido Mutante 

Hibrido Mutante 

Existem diferenças entre logicismo e intuicionismo e formalismo, existe a questão do estatuto das variáveis e do sistema e a famosa “decisão ontica”, existem posições sobre a intuição intelectual (basta ter lido o debate velhinho entre Russell e Poincaré), e existe sobretudo, muita ignorância nos anglo-saxões sobre o mundo a partir dos anos 50… muuuuuuuuita (começa desde logo na ignorância histórica, fazendo leituras mediocres dos clássicos – onde chegam ao patético, quando não à pura propraganda difamatória- começando logo em Russell e tomando formas dramáticas em Searle (o seu “intecionalidade” raia o caricato, como mostrou Derrida em Limited Inc, calando até hoje o sr., para além de uma bujarda informais nos media.. porque trabalho académico está quieto) e podemos incluir o Nagel… eich…mamaia… temos de dar um desconto. Se aprendemos uma historia da filosofia mediocre, é natural que nos tornemos filósofos mediocres, prontos a inventar a roda e a cometer os mais elementares erros no posicionamento dos adversários (começando muitas vezes por não os perceber quando se tenta le-los).
O que eu me rio sempre que vejo um destes srs falar dos “franceses”… um dia ainda hei-de perceber como engolem o Lyotard (não é afinal ele o “traidor” que apostou tudo em Wittgenstein a partir do fim dos anos 70, e 80s, deixando tão amargurado o seu companheiro desde a juventude: Deleuze… caricato mesmo é quando vemos alguns pretensos analíticos (que só reconhecemos pela ignorância que demonstram a tudo o restante) falar da entrada W do abcedario de Deleuze sobre Wittgenstein (“terrível”) sem perceberem que a sua tristeza vem exactamente deste conflito com o seu velho amigo e, depois, colega professor, que, simplesmente, o traduziu para linguagem “analítica”, com seus jogos de linguagem e seus regimes de frases (mas com inevitáveis consequências “pós-modernas” conhecidas – “terrível”)… 

Mas como diz a Sónia, é uma distinção que só os ignorantes e preguiçosos utilizam com convicção para não ler este ou aquele (para o qual lhes falta normalmente “bagagem”). Pateta mesmo é, porque não leram, suporem que Deleuze não conhece analíticos LOL Acho que lhes dava uma lição!!! (tal como Derrida que ensina Austin a Searle LOL Não apenas conhece como os integra perfeitamente no seu sistema. Deleuze não “recusa” “analíticos”, integra-os, posiciona-os no campo da lógica, e supera as suas limitações, tal como às restantes correntes filosóficas (trata-os até melhor do que à teoria critica, aos “kantismos” e aos platonismos, que são situados como ilusões transcendentais…

26/3 às 18:55 ·
Sonia Duarte 

Sonia Duarte 

1) Cuidado com a terminologia… 

“Ataque pessoal” pressupõe referência a “persona” – e as únicas que referi foram Ayer, Foucault, etc., constatando factos bem conhecidos. Todo o ataque foi categorial.

2) Eu não disse que não existem diferenças entre um filósofo e outro qualquer: não há um igual! … Ver mais

Disse que existem inúmeras diferenças entre os filósofos “ditos” Analíticos para que sejam REDUZIDOS a uma mesma etiqueta, como se fosse tudo farinha do mesmo saco. O mesmo para os “ditos” Continentais.

3) Heidegger, em RIGOR, não deve ser considerado nem analítico nem continental.

Carnap, em RIGOR, não deve ser considerado analítico nem continental.

Colocá-los em categorias estanques não é “ter critérios”, é adulteração/redução da complexidade da obra de cada um deles a “ideias feitas”.

Deixo o link para um artigo publicado na “Philosophy Today”, escrito por um professor de um Dept. de Filosofia “anglo-saxão” (caso haja aqui preconceitos contra “franceses”) que corrobora o que digo:

«The initial situation for Carnap and Heidegger is identical. Both experienced the contest between Neo-Kantianism and life-philosophy at the beginning of the twentieth century. Central to this conflict was the question regarding the relationship between logic and life and – proceeding from this question – the determination of the task of philosophy. (…)

The basic severance between Heidegger and Carnap arose due to their subsequent philosophical alliances: Heidegger with Husserl and Carnap with the early Wittgenstein».

http://luchte.wordpress.com/martin-heidegger-and-rudolf-carnap-radical-phenomenology-logical-positivism-and-the-roots-of-the-continentalanalytic-divide/

4) Igualmente ilustrativo um texto de Badiou que recenseia uma clivagem no seio do próprio pensamento francês do séc. XX:

«In 1911, Bergson gave two celebrated lectures at Oxford, which appeared in his collection La pensée et le mouvement.

In 1912, simultaneously, in other words, Brunschvicg published Les Étapes de la philosophie mathématique.

Coming on the eve of the Great War, these interventions attest to the existence of two completely distinct orientations.

In Bergson we find what might be called a philosophy of vital interiority, a thesis on the identity of being and becoming; a philosophy of life and change. This orientation will persist throughout the 20th century, up to and including Deleuze.

In Brunschvicg’s work, we find a philosophy of the mathematically based concept: the possibility of a philosophical formalism of thought and of the symbolic, which likewise continues throughout the century, most specifically in Lévi-Strauss, Althusser and Lacan.

From the start of the century, then, French philosophy presents a divided and dialectical character. On one side, a philosophy of life; on the other, a philosophy of the concept. This debate between life and concept will be absolutely central to the period that follows».

http://www.lacan.com/badenglish.htm

5) De uma coisa estou certa, filosofia não é opinião (doxa), portanto, não trata de preferir um vestido a outro, isso é “affaire” de um outro domínio: o das afecções.

26/3 às 19:00
Sonia Duarte 

Sonia Duarte 

Só mais esta que resume como Carnap (“analítico”) e Heidegger (“continental”), ambos partem de Kant: 

«Carnap, in a reduced Kantian vein (one which would even seem to exclude the second and third Critiques), all that which exceeds or attempts to transcend the realms of formal logic and empirical verification is beyond the horizons of possible experience, and with the early Wittgenstein should, from this criteria of application, be treated with silence.

However, for Heidegger, as with Kant of the three Critiques, there is another locus of truth, that of a primary topos of disclosure, prior to and more fundamental than empirical verifiability and logic (the locus of the proposition). … Ver mais

In this way, the starting point for each philosopher is uncannily the same.

Yet, the characterisations of truth which emerge are vastly different.

It is this vast difference which intimates the important aspects of the conflict at the root of the Continental/Analytic divide»

26/3 às 19:09
Hibrido Mutante 

Hibrido Mutante 

e aquela de tratarem os continentais como se fossem todos Heideggerianos (e logo potenciais nazis!!! um gajo est… Ver maisá a falar de Deleuze e pimba, falam-nos de Heidegger!!! ah?!).. será que sabem o que é o estruturalismo? o construtivismo? a questão genética? acho que não… pelo menos ignoram-no completamente e vemos fenomenologia e estruturalismo ser designado pelo mesmo “nome”: continental (como já tive ocasião de comentar por aqui, basta ver como de um lado temos uma designação que pretende referir-se a um “método” (analíticos) e do outro uma designação que se refere ao espaço geográfico (“continentais” – na verdade, um não-ser, um “não-analítico”, montado para dialécticas maniqueistas de pensadores de segunda.. se calhar deviam ler mais sociólogos para aprender sobre os perigos destas “construções do objecto” mal amanhadas, que pouco mais são que a projecção dos preconceitos e da ignorância do investigador (os “pretos”, o “proletariado”, os “analiticos”) …tipo “relativista-realista” e, quando damos por nós, Kant é relativista para quem tudo é subjectivo , lado a lado com um Nietzsche que não reconhecemos, mas também um Derrida, Rorty, Kuhn… uma salsada que dá vontade de chorar (!!!!) (sim, falo de Nagel… e do seu “Descartes”!) Para McIntyre não tenho qualquer saco, zero…para isso prefiro lerJacobi… sempre é mais culto…lá está…para aturar patetas tenho o dia a dia😉
26/3 às 19:15 ·
Hibrido Mutante 

Hibrido Mutante 

@Sonia – só li os teus comentários depois de publicar este ultimo. Alinhados 😉 (por aqui nunca poderíamos prever as querelas que nos movem😉
26/3 às 19:36 ·
Sonia Duarte 

Sonia Duarte 

E para estes “filósofos da religião” (porque não assumir “teólogos”), há saco? 

Swinburne: http://richarddawkins.net/articles/427
Plantinga: http://www.youtube.com/watch?v=oL5rykiekBs

Perto deles, o nosso Padre António Vieira pode ser considerado herético (e era-o, de certo modo, ou não teria sido preso pela Santa Inquisição).

26/3 às 20:03
Sofia Antunes 

26/3 às 20:38
Luis Carlos Rodrigues 

Luis Carlos Rodrigues 

Para fazer a minha ultima intervencao acerca deste topico: 

1) reparei na introducao de outro tema que e a ignorancia de um lado da filosofia em relacao ao conteudo do outro. Provavelmente ha filosofos assim, mas parece-me que em geral, nao e o caso, pelo menos dos filosofos mais importantes. Rawls, Habermas, Foucault, Chomsky, entre outros debateram ideias e parecem conhecer a filosofia do outro lado. No entanto, este tema e diferente do que estava a ser debatido.

2) Nao afirmei que nao houvesse semelhancas ou ate coincidam em algumas coisas. Alias, quando referi Benhabib dei o exemplo de uma filosofa que esta no meio das duas tradicoes. Alem disso, quando se afirma o que eu e o Ricardo afirmamos, nao se esta obviamente a dizer que e aplicavel a todos os casos. E alias bastante inocente pensar que uma categoria desse genero nao pode ter excepcoes. Em suma: e uma afirmacao no geral que refere a metodologia o que nao exclui a possibilidade de filosofias hibridas. Se formos pensar que a excepcao nos impede de dar nomes a seja o que for, nao podemos dar nome a nada, porque tudo parece ter uma excepcao…. Ver mais

3) Racistas da filosofia, preguiça académica sao realmente argumentos que nao sao ad hominem

4) E engracado que quando digo preferencia e falo em sentido critico se interprete isso como opiniao e nao como eu estar a dizer que depois de analisar diferentes metodologias considero (atraves de pensamento critico) uma mais forte do que a outra.

Boa noite e fiquem bem!

26/3 às 21:55
Ricardo Barroso 

Ricardo Barroso 

Recomendo a leitura de um livro do Prof. Henrique de Jales Monteiro de Coimbra, sobre os «Analíticos&Continentais»
26/3 às 22:54
Domingos Faria 

Domingos Faria 

De facto, também reconheço que com a filosofia analítica a filosofia torna-se muito mais clara e objectiva. Os argumentos são apresentados claramente… enquanto que em autores como Heidegger e Derrida os argumentos são obscuros.
26/3 às 23:06
Domingos Faria 

Domingos Faria 

lol… «Problema do Uno e do Múltiplo» de Júlio Fragata. Realmente aquilo é só complicar!
26/3 às 23:07
Sonia Duarte 

Sonia Duarte 

Recomendo que não se abdique da leitura dos pensadores originais devido a preconceitos de comentadores, pois formam-se ideias pobres do que eles realmente são – é uma espécie de saber em segunda ou terceira mão… 

Sobre o claro e obscuro, sublinho que se trata de uma velha questão da hermenêutica teológica:

«La théologie est inséparable de ceci: l’équivocité des mots. Et vous voyez que, ça lui appartient fondamentalement et c’est pour ça que l’écriture a toujours été inséparable d’un problème de l’interprétation de l’écriture. En quel sens ? Et c’est forcé que la théologie pose ce problème des signes, de l’équivocité des signes (…). Les théologiens (…) multipliaient même les mots pour fixer une espèce .. ou pour approcher ce qu’ils appelaient le “phénomène du fond”». … Ver mais
http://www.bibliolibertaire.org/Textes/Gilles%20Deleuze%20=%20Cours%20sur%20Spinoza.pdf

Repare-se que quando a Lógica afere a “qualidade” de um texto usando como critério de exclusão a aparente equivocidade dos signos, nada mais faz do que remeter para aquele velho dilema hermenêutico da Teologia.

«Retenez ça, le lien fondamental entre la logique et la Théologie. Je crois que la théologie est la matière naturelle de la logique jusqu’à… un certain temps (…)»
http://www.webdeleuze.com/php/texte.php?cle=139&groupe=Leibniz&langue=1

Sobre o tema, para quem preferir a exposição de um filósofo português (o nosso Leibniz) com uma retórica teológica expressionista (do Barroco, que foi dos poucos movimentos que Portugal cunhou, na vanguarda da Europa), aqui fica:

«”Quanto ao que me dizeis—diz S. Jerónimo a S. Agostinho (…): Todos os expositores dos Livros Sagrados, que nos precederam no Senhor, ou interpretaram o que era escuro, ou o que era manifesto. Se era escuro, como vos atreveis a declarar o que eles não puderam? Se era manifesto, supérfluo trabalho é cansar-vos em querer fazer entender o que eles não podiam deixar de ter entendido. (…) Porque, se os Salmos são escuros, também se deve entender que vós vos podeis enganar na sua inteligência; e se são claros e manifestos, supérflua é e não necessária a vossa interpretação. E segundo esta lei, ninguém poderá falar depois dos primeiros, e tanto que um se adiantar à exposição
de algum Livro Sagrado, logo nenhum outro terá licença para escrever sobre ele.»
– António Vieira, “História do Futuro”

Parece-me que o comentário anterior torna qualquer comentador mais modesto…

Perdoem-me o alongar-me tanto, mas eu gosto de documentar as fontes😉

Sáb às 9:43
Ricardo Barroso 

Ricardo Barroso 

O Padre António Vieira, SJ , não creio que tenha alguma vez sido o nosso Leibniz lol. Essa retórica teologica ou antes sermonário, não foi cunhado originalmente em Portugal, mas iniciou-se em Espanha, Itália e França.
Não peça perdão por se alongar, porque eu agradeço o seu alongar, e também obrigado por documentar as fontes.
Sáb às 13:15
Domingos Faria 

Domingos Faria 

Já agora, o que é que estás a estudar de Popper? O falsificacionismo?
Sáb às 15:23
Sonia Duarte 

Sonia Duarte 

Julgo que não me fiz compreender… O que foi cunhado em Portugal foi o Barroco (o paralelo com Leibniz, seu contemporâneo, deve-se à presença na obra de Ant. Vieira de um certo expressionismo filosófico).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Barroco
Sáb às 20:22
Ricardo Barroso 

Ricardo Barroso 

Sim estou a acabar de ler A lógica da pesquisa cientifica, lol, dá me jeito ter estudado matemática e álgebra, lol.
Dom às 16:09
Hibrido Mutante 

Hibrido Mutante 

@ Luis –
a) infelizmente essa ignor… Ver maisância existe e nos autores mais insuspeitos: Veja-se o “caso” Habermas- Derrida, em redor do capitulo dedicado a este no “O Discurso Filosófico da Modernidade”… com os “desconhecimentos” de Habermas, e o dialogo posterior, bem documentados aqui http://www.amazon.com/Derrida-Habermas-Reader-Lasse-Thomassen/dp/0226796841 (precioso!!). Sobre o desconhecimento de Chomsky do pensamento francês em geral, diria que o debate com Foucault é mais que sintomático… sobre a “natureza humana”… é de rir ver Foucault algo desconfortável a ter que explicar “Sartre” ao Chomsky LOL …Foucault a apresentar Sartre antes de poder apresentar sequer o seu pensamento LOL (sr Chomsky… desde Sartre que nos deixamos dessas coisas da “natureza humana”, da sua “essência”…) …sobre Rawls… bem… nem sei por onde começar (deixo para um outro comentário… porque temos ai de entrar na Filosofia do direito)… depois há essas coisas absolutamente lamentáveis como Searle (que já referi, e que é simplesmente enxovalhado em praça publica… com quem se foi meter!!!) e Putnam (um autor que, noutros contextos, aprecio bastante) a falar de Derrida em “Renovar a filosofia” já nos anos 90 (absolutamente lamentável)… para não falar na recepção de um Sokal que, pela leitura a-critica que vimos tantos fazer por aí, mostra bem o nível de ignorância em que se encontra o conhecimento de autores como Deleuze… para não falar de Derrida (que, ainda por cima, nunca deixa de ser referido por comentadores desse triste caso, embora o seu nome nunca conste do livro)…(quer que lhe apresente o site “critica” onde a desinformação nos professores atinge níveis inacreditáveis… alguns “universitários” :O …
b) não se tratam de “excepções” que “confirmariam uma regra” (segundo me pareceu ser o argumento). Trata-se, por exemplo, de conseguir colocar sobre a mesma VARIÁVEL “continental” (é disto que falamos, certo?) posições como a fenomenologia, o existencialismo, a hermenêutica, o estruturalismo, o construtivismo, etc… Não sei se em filosofia têm “metodologia de investigação”, mas algures em epistemologia terão aprendido sobre os cuidados a ter na construção das variáveis (ainda por cima quando se reduz o conceito à função)… os analíticos, em geral, fazem-no “com os pés” (digo eu de q…) quando “saltam” do seu “ser como ser o valor da variável” para as (súbitas) “classes” na historia da filosofia…😉 (ver por ex. o capitulo final de “object and truth”: Ontic decision… logo no primeiro paragrafo… mas posso ser “a minha perspectiva”… claro…
Ontem às 12:18 ·
Sonia Duarte 

Sonia Duarte 

Subscrevo o que o Rui disse, e contribuo com alguns links (dentro do que está disponível na Net). 

Quem considerar fazer um levantamento dos debates, aprecie a diferença no nível de complexidade dos autores envolvidos, e repare como o simplismo recai tantas vezes na falsificação e na caricatura.

– Chomsky vs. Foucault (este, bastante divertido), excerto:… Ver mais
http://www.youtube.com/watch?v=S0SaqrxgJvw

– Habermas sobre Derrida, p. 161: http://books.google.pt/books?id=6dZybIvETTwC&lpg=PP1&dq=%22The%20Philosophical%20Discourse%20of%20Modernity%22&pg=PA161#v=onepage&q=derrida&f=false

– Searle sobre Derrida:
http://free–expression.blogspot.com/2007/10/john-searle-on-derrida.html

http://www.nybooks.com/articles/5964

– Respostas de Derrida, a Habermas, Searle e Sokal:
“Limited Inc.”, p. 25 e seg.: http://www.scribd.com/doc/19755436/Jacques-Derridas-Limited-Inc

“Points”, p. 216 – http://books.google.pt/books?id=ydnInqiO_UcC&lpg=PA216&ots=_O-caWv6Vr&dq=%22Is%20There%20a%20Philosophical%20Language%3F%22&pg=PA219#v=onepage&q=&f=false

– Sobre o “hoax” Alan Sokal:
http://www.physics.nyu.edu/faculty/sokal/index.html#papers

Ontem às 13:59
Hibrido Mutante 

Hibrido Mutante 

“Ser assumido como uma entidade é, pura e simplesmente, ser reconhecido como o valor de uma variável.[…] As variáveis da quantificação […] percorrem toda a nossa ontologia, qualquer que seja ela; e ficamos atados [convicted] a uma pressuposição ontológica particular se e somente se o pretenso pressuposto tiver que ser reconhecido entre as entidades que nossas variáveis percorrem a fim de tornar uma de nossas afirmações verdadeira.”
(W. V. Quine, em “Sobre o que há”)
Ontem às 16:00 ·

Hibrido Mutante

Hibrido Mutante 

@Luis – ah🙂 esqueci-me😉 a propósito de “filósofos continentais negros”… sempre achei que Frantz Fanon era qq coisa perto do existencialismo (lá negro é LOL … pelo menos sendo as Caraíbas uma colónia francesa na altura… é um “suspeito”….não concorda? não conhece ;)… é de conhecer😉

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: