Agamben e “aquilo q alguns apontam a Foucault sobre adoptar um posicionamento em geral neutro e tal… “

Contemporâneo ou Anacrónico

tentado situar as (aparentes) divagações  (aqui) :) e para situar “aquilo q alguns lhe apontam sobre adoptar um posicionamento em geral neutro e tal de Foucault… “
Pk isso me lembrou logo de Agamben ;) … e como poderia indicar-te como tenderia a discordar “aquilo q alguns lhe apontam”, não apenas eu como, por ex. Aliez ;) etc etc etc… até me poderia ter lembrado da exposição actualmente em Serralves e… :S
sorry to many dots… live in hiperlink :D

O Poder soberano e a vida nua – Homo Sacer” (1º vol.) – Giorgio Agamben,
trad. António Guerreiro, ed. Presença ;)

(2ª vol. é ” Estado de excepção” em Pt, ontem, aqui pelo Ipsilon:
http://ipsilon.publico.pt/livros/critica.aspx?id=271175,

p. 16 “(…) Nos últimos escritos, Foucault afirma que o Estado ocidental moderno integrou, num grau sem precedentes,
técnicas de individuação subjectivas
e processos de totalização das estruturas do poder moderno” (Foucaut 3, pp. 229-232).
No entanto, na sua investigação, Foucault não esclareceu o ponto de convergência destes dois aspectos do poder, de tal modo que se chegou a afirmar que ele teria constantemente recusado elaborar uma teoria unitária do poder. Se Foucault
contesta a abordagem tradicional ao problema do poder, baseada exclusivamente em modelos jurídicos (“o que é que legitima o
poder?”)
ou em modelos institucionais (“o que é o Estado”?)
e propõe “libertar-se do privilégio da soberania “ (Foucault 1, p.80) para construir uma analítica do poder que já não tenha como modelo e como código o direito, onde está então, no corpo do poder, a zona de indiferença (ou, pelo menos, o ponto de intersecção) onde as técnicas de individuação e os processos totalizantes se tocam? E, de maneira mais geral, existe um centro unitário onde o “duplo laço” político encontra a sua razão de ser? Que havia um aspecto subjectivo na génese do poder, estava já implícito no conceito de servitude volontaire em La Boétie; mas qual é o ponto em que a servidão dos indivíduos comunica com o poder objectivo? É possível, num âmbito tão decisivo, contentarmo-nos com explicações psicológicas, como aquela, embora cheia de sugestões, que estabelece um paralelismo entre neuroses externas e internas? E perante fenómenos como o poder mediático-espectacular, que está hoje por todo o lado a transformar o espaço político, é legítimo ou mesmo apenas possível manter a distinção entre tecnologias subjectivas e técnicas políticas?

Se bem que a existência de uma tal orientação pareça logicamente implícita nas investigações de Foucault,
ela é um ponto cego no campo visual,
algo que o olhar do investigador não pode alcançar, ou um ponto de fuga que se distancia no infinito, para o qual as diversas linhas de perspectiva da sua pesquisa (e, mais geral, de toda reflexão ocidental sobre o poder) convergem sem nunca o poder atingir.
O presente trabalho diz respeito precisamente a este secreto ponto de cruzamento entre o modelo jurídico-institucional e o modelo biopolitico do poder. Uma das conclusões obrigatórias a que se chegou é precisamente a de que as duas análises não podem ser separadas e que a implicação da vida nua na esfera política constitui o núcleo originário – ainda que oculto – do poder soberano. Pode pois dizer-se que a produção do corpo BIOPOLITICO é o acto original do poder soberano. A biopolítica é, neste sentido, pelo menos tão antiga quanto a excepção soberana. Colocando a vida biológica no centro dos seus desígnios, o Estado moderno não faz mais do que trazer à luz a relação secreta que une o poder à vida nua, restabelecendo assim a ligação (segundo uma persistente correspondência entre moderno e arcaico que pode ser observada que pode ser observada nos âmbitos mais diversos) com o mais imemorial dos arcana imperi.”

p.20 “(…) A definição de Schmitt da soberania (“soberano é aquele que decide sobre o estado de excepção”) tornou-se um lugar comum, ainda antes de se ter compreendido o que nela estava verdadeiramente em questão, ou seja, nada menos que o conceito-limite da doutrina do Estado e do direito, em que esta (uma vez que todo o conceito-limite é sempre o limite entre dois conceitos confina com a esfera da vida e confunde-se com ela (…)
Hoje, num momento em que as grandes estruturas estatais entraram em processo de dissolução e a excepção, como PREVIU BENJAMIN, se tornou a regra, é tempo de ver numa perspectiva completamente nova o problema dos limites e da estrutura orginária do Estado, uma vez que a insuficiência da critica anarquista e marxista do Estado devia-se precisamente a não ter sequer pressentido esta estrutura e a ter deixado assim apressadamente de lado o arcanum imperii como se para além dos simulacros e das ideologias invocadas para o justificar, ele não tivesse consistência. Mas, mais tarde ou mais cedo, acaba por se identificar com um inimigo cuja estrutura permaneceu desconhecida, e a teoria do Estado (e em particular a do estado de excepção, ou seja a ditadura do proletariado como fase de transicção para a sociedade sem Estado) é precisamente o escolho onde as revoluções do nosso século naufragaram.”

O Poder soberano e a vida nua – Homo Sacer” – Giorgio Agamben,
trad. António Guerreiro, ed. Presença ;)
1º volume

(2ª vol. é ” Estado de excepção” em Pt, ontem, aqui pelo Ipsilon:
http://ipsilon.publico.pt/livros/critica.aspx?id=271175,

 

‎… agora.. perante esta leitura, consistente, “dominante”, “actual”, “activável”, de uma boa-alma com “boa-vontade” e “natureza-recta” militante, como é k no Fb te vou conseguir sintetizar q isto, passando por “leitura contemporânea sobre… a neutralidade de Foucault” é “Aristoteles-kant-Marx”e mta Arendt— heidegger… não (Espinosa) Leibniz-Nietzsche… q isto é um retorno ao “Homem”… a moral a querer submeter a ética pelo trabalho do negativo e da paranóia (uma teoria “total do Poder” q Foucalt n terá querido elaborar depois da critica e da clínica de “anti-édipo” em Fr e mais além … ;) … que isto é um efeito… uma ilusão transcendental… um velho regime de loucura (paranóico)… um retorno aos imperativos morais por submissão e torção de uma potencia ética… q isto n é pensar diagramas de forças ou agenciamentos do desejo… produção, mesmo da própria escravidão..

que é d novo o “bom selvagem” (e lá me relembro, como se fosse já “senso comum”, da profunda, memorável e decisiva critica de Derrida ao seu antigo prof, Foucault e o seu paragrafo sobre Descarte, em 60s, levando a um aprofundamento decisivo da reflexão sobre o “bom selvagem” na “loucura” por aqueles lados…
http://www.scielosp.org/pdf/csp/v14n3/0102.pdf
(só espreitei, mas pode dar uma ideia do q falo Foucault-Derrida em 60s… e tenho d falar aqui…
… mas estou no Fb… a tua pergunta é-me bastante complicada… espero q o rizoma deixado t possa servir para situares o teu Foucault “e o q certos dizem e e tal” :)

Hibrido Mutante

‎(a “zôê” contraposta paranoicamente ao “bios”),
“Levando a cabo a tarefa metafísica que a levou a assumir cada vez mais a forma biopolitica, a politica não conseguiu construir a articulação entre zôê e bios, entre VOZ e LINGUAGEM que lhe ter…ia reduzido a fractura. A VIDA NUA permanece ligada a ela na forma da excepção, isto é, de algo incluído só através de uma exclusão.
Como é possível “politizar a “DOÇURA NATURAL” da zôê? E, sobretudo, terá esta verdadeiramente necessidade de ser politizada ou o político já faz parte dela como o seu núcleo mais precioso?
… como se atrever a discordar, sem o devido tempo e cuidados, com estas “belas palavras”:
”E, sobretudo, terá esta verdadeiramente necessidade de ser politizada ou o político já faz parte dela como seu núcleo mais precioso? A biopolitica do totalitarismo moderno, por um lado, e a sociedade de consumo e do hedonismo de massas por outro, constituem certamente, cada uma à sua maneira, uma resposta a esta pergunta. Porém, enquanto não surgir uma política integralmente nova – isto é, já não FUNDADA na exeptio da vida nua -, toda a teoria e toda a praxis permanecerão prisioneiras de uma ausência de vida,e o “belo dia” da vida só alcançará cidadania política através dp sangue e da morte ou na perfeita insensatez a que o condena a sociedade de espectáculo”.

p.20
aqui, na oposição (dialéctica, hilomorfica) da zôê e da bios de Agamben, não há lobos… a não ser culturais… só nos podemos lembrar de Derrida (aqui) (mas é sempre Nietzsche por aqui… não Aristóteles)

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