“Discorrendo um cadinho sobre o posicionamento politico do Foucault” :)

 

Sobre criticas contemporaneas (ou anacrónicas?) a Foucault

Paul Ming

Nouvelles philosophiques: Michel Foucault Audio Archive

nouvelles-philosophiques.blogspot.com

Recordings in French:
Il faut défendre la société, 1976
Sécurité, territoire, population, 1978;
Naissance de la biopolitique, 1979;
Gouvernement de soi et des autres, 1983;
Courage de la vérité, 1984

Tu, Pedro Goulão Taborda e Josef Castro gostam disto.

Josef Castro UAU🙂

Hibrido Mutante uou!!

Paul Ming Oh hibrido, discorre aí um cadinho sobre o q achas ser o posicionamento politico do F.🙂
N me refiro tanto ao percurso político per si, mas, u know, aquilo q alguns lhe apontam sobre adoptar um posicionamento em geral neutro e tal…🙂

Pedro Goulão Taborda ‎,)! uai ai ai.

Hibrido Mutante

‎;) apontado”🙂 agora estou no trabalho mas logo pego nisto🙂 e tenho umas surpresas para partilhar q estou certo vais gostar, “my radical friend”😉
(mas vamos pegar, já agora, n apenas em Foucault como o q Agamben (aproveitando desde logo o lançamento do “estado de excepção” em Pt (por ex. critica ontem destacada aqui pelo Ípsilon:
http://ipsilon.publico.pt/livros/critica.aspx?id=271175,

e q A Guerreiro (tradutor do Homo Sacer em 98, aponte-se)😉, criticou no Expresso há 2 semanas, em simultâneo com o d “Anjo da Historia” do Benjamim, também acabado de lançar em Pt, num artigo a reter…

e q nos obriga a recordar a Documenta XII em 2007, e as suas 3 questões:
(“Is modernity our antiquity?“; “WHAT IS BARE LIFE?”; and “What is to be done?“).

e q nos colocava logo à “entrada” perante o quadro de Klee e o comentário de Benjamim ao lado… dando o “tom” a toda a exposição e eventos associados.

Uma das iniciativas foi um muito estimulante desafio a publicações de referencia de todo o mundo no campo da teoria para abraçarem as 3 questões, o q foi “recusado” pela “Multitudes” q n alinha por este “tom” q é, no entanto, o verdadeiro status quo da inteligentia, como no mundo das artes e da critica respectiva (em Portugal então… Oscar Faria, com quem até simpatizo, desde 2007 q anda enfrascado em “iluminações messiânicas”, tendo na altura tratado de toda esta questão do “anjo da historia” e da “bare life” de Agamben… mas n tendo pegado na contestação por parte… dos… hum… bem…o pessoal da Multitudes >:)

Estes criaram um site e um desafio a artistas específicos como contraponto a todo esta “naturalização” de uma “certa leitura” de Foucault… absolutamente imperdível, quer pelos site em si (organiza TODO o material da Multitudes desde o primeiro número, em tudo que se relaciona com estética cruzado com as perguntas-desafio (reelaboradas) – só o sistema de navegação e de interligações “infograficas” é uma obra de arte em si😉 IMPERDÍVEL), quer pelas obras submetidas pelos artistas, como mesmo pelos textos das recusas (no canto inferior direito, em Trash). Um verdadeiro “ponto de situação teórico” neste campo (estético-politico) contrapondo-se à hegemonia” de uma certa leitura “critica” (nós lemos como deformadora) de Foucault…
http://multitudes-icones.samizdat.net/
(não deixes de ir, em baixo, ao “multitude-icones” e clicar em “números”😉 depois… navegar e uouuuuu!!!😉
(relato breve da “polémica aqui http://transform.eipcp.net/correspondence/1184160172#redir:

tenho IMENSA pena q em Pt a malta tenha ficado a leste de todo este debate/polémica… até pk sinto q nos deixamos submeter ainda mais a esta “coisa” pseudo-foucauldiana, abençoada e promovida por uma certa “inteligentia” nova yorkina” d nariz aquilino e modos alemães >:)
(mto visível por cá na programação de Serralves e Culturgest, mas n só … isto é mais importante do q poderá parecer à primeira vista, quer em termos políticos, como estéticos como teóricos em geral… mesmo q a malta por cá n perceba à primeira e cite Deleuze e Benjamim, construtivismo genético e dialéctica negativa” na mesma frase sem chegar a ter noção d q afinal vivem num cérebro auto-contraditório e inconsistente… por cá fica sempre bem umas citações de autoridades q estão a bater l fora… ainda q l for a eles s batam entre eles LOL… é tudo a mesma “%$$%” (e estamos a 1 a estamos no da próxima Documenta… mas na verdade, por cá, estamos ainda a chegar há de 2007 LOL… desde logo pela tradução dos textos chave para perceber seja o q for!!!!😉

depois tento explicar-te o pk desta “deriva” perante a tua pergunta sobre “ o q s diz d Foucault politico”😉
ABS amigo

Pedro Goulão Taborda ob.do ,).

Paul Ming este Goulão é cá um okupa do caraças, lol
toma lá, pá http://soundcloud.com/platform/boiler-room-x-goodhood-floating-points

Paul Ming Ok, Hibrido, se tas no trab e já escreveste isso td, então nem quero imaginar se te perguntasse isto no dia de natal😛
Vou ler e fico então a aguardar algo mais, thx 0/

Pedro Goulão Taborda ‎,) hábito chinês , dou-me mal c vazio Ming.

Hibrido Mutante

LOL (fica com mais uns copy pastes ;)… acredita q a tua questão m remete para tudo isto😉 (é o “estado d situação”…)
From: Eric Alliez
Date: Wed 21 March 2007 23:06:59 Europe/Paris
To: Jennifer Allen
Subject: Artforum

(…)
Not without relation to our culture of networked activism, our new site Multitudes-Icones seeks to generate interventions that will stimulate an “institutional critique” of the Documenta device by relating it to a broader reflection on politics of/in contemporary art.

To do this we will begin with a gesture of ironic affirmation, by sending back to the “artists” three questions (duly de-formed and trans-formed, that is to say, forced), and asking them to evaluate the impact of their “theoretical” positions on their selection (“questions-entries”) or non-selection (“answers-exits”) by Documenta. It goes without saying that all kinds of material (discursive or non-discursive, signifying or not signifying) are welcome.

Organized by entries and false exits in an open framework, each response can in its turn be articulated with others, so that hybrid or even “monstrous” answers are composed, transforming each user of the site into a curator-artist of (another?) virtual/real Documenta. Something that we might understand in terms of sublimation or desublimation, utopia or “liberating” dystopia.

A Critical Space will complete the project. Reserved for those identified or disidentified with art, but accessible to all the outcasts of the identifying regime, it will allow critics to organize and comment upon the three entries/exits based on their own evaluation of Documenta.”

_____________________
(A pergunta q nos interessa aqui😉
Is bare life your apocalyptic political dimension?

If bare life deals with that part of our existence from which no measure of security will ever protect us, how do you feel in your real life with regard to your participation/non-participation in D12? Tortured, lyrical or even ecstatic?

Is the concentration camp a useful paradigm for you?
How can bare life be experienced by an audience?

(Did you ever read Agamben in a state of exception? Crying or laughing?) LOL!!!!😉

(mas s leste Agamben e tens andado atento saberás q hj, debater Foucault é enfrentar estas “leituras”

Hibrido Mutante ‎(n por acaso, o artigo da semana passada do A. Guerreiro era sobre o lançamento em Pt do “O Espectador Emancipado” do Ranciere.. com um comentário à foto d pag inteira, qq coisa como “um dos mais importantes pensadores politicos da actualidade”… e é mais uma leitura de Foucault😉 a tal politica por um “defensor da democracia”🙂

Josef Castro isto promete :))

Hibrido Mutante

‎(em nova “reunite”, a teclar “suavemente” LOL😉 … pois… acho q exagerei na promessa LOL … isto daria na verdade “pano para mangas” q n cabem no Fb… ainda deveria passar pelo último e monumental seminário de Derrida na EHESS em 200…1-2002 e 2002-2003(La bete et le souverain” – critica interessante aqui
http://www.actu-philosophia.com/spip.php?article96),
assim como outros txts dele em redor da soberania , desde logo no “Força de lei” sobre “a excepção do soberano” em Benjamim (o texto mais “violento” q alguma vez li… perturbante), j existente em pt, etc… e qdo déssemos por nós… l estaria de novo na última intervenção “oficial” de Derrida, sobre a betise (e a soberania) em Deleuze…
(em vídeo aqui… o q há d mais precioso e actual hj em dia para pensar.. e pensar e pensar…
http://www.youtube.com/watch?v=I_r-gr3ccik
mto mto pano para mangas… mas é q realmente o k m anda a fazer pensar nos últimos tempos… bem… tentarei deixar um sumário da minha “perspectiva” sobre o político em Foucault… e depois conforme comentários (ou sua ausência🙂 desenvolver um ponto ou outro ou encostar o assunto😉 … e um tipo pega numa ponta e vem tudo atrás (e logo o “político em Foucault” amigo😉

(o livro de Agamben aqui
http://www.scribd.com/doc/12704645/agamben-state-of-exception?in_collection=2309818
“tudo dele” aqui
http://www.scribd.com/document_collections/2309818

mas s estiverem mesmo interessados neste tema “quente” penso q encontram j imenso sumo nos liks q deixei🙂
(e j estava a pensar em ti Josef😉 ou pelo menos do q imagino q t interessa pelos teus posts q tanto aprecio (tal como os do Ming🙂

Paul Ming

OK, oh Hibrido, obg pelas incursões q fizeste atrás, mas, a menos q consigas sintetizar essas (aparentes) divagações sobre coisas como conceito de soberania, estado de excepção, multitudes etc, n tou mesmo a ver q direcção pretendes tomar p…ara explanares o q te perguntei sobre o F.
De tds os links, o q achei mais interessante e co-relativo ainda foi mesmo o do seminário EHESS do Derrida e terei q voltar a ele para ler mais atentamente..
De todo modo, mesmo neste n tou a ver alguma relação com o F relativamente ao q te perguntei que n seja da ordem do mutuamente repulsivo🙂
Fico então no aguardo do teu sumario – de preferência mais focado.. o.O

ABRÇ

Josef Castro oops :)) e eu q ainda n fiz o tpc

Hibrido Mutante

‎:) Percebo-te😉 dá-me um desconto…. estava em reuniões a 60%…
tentado situar as (aparentes) divagações🙂 e para situar “aquilo q alguns lhe apontam sobre adoptar um posicionamento em geral neutro e tal… ”
Pk me lembrei logo de Agamben ;)… e como poderia indicar-te como tenderia a discordar “aquilo q alguns lhe apontam”, não apenas eu como, por ex. Aliez😉 etc etc etc… até me poderia ter lembrado da exposição actualmente em Serralves e… :S
sorry to many dots… live in hiperlink😀

O Poder soberano e a vida nua – Homo Sacer” – Giorgio Agamben,
trad. António Guerreiro, ed. Presença😉
(2ª vol. é ” Estado de excepção” em Pt, ontem, aqui pelo Ipsilon:
http://ipsilon.publico.pt/livros/critica.aspx?id=271175,

“(…) Nos últimos escritos, Foucault afirma que o Estado ocidental moderno integrou, num grau sem precedentes,
técnicas de individuação subjectivas
e processos de totalização das estruturas do poder moderno” (Foucaut 3, pp. 229-232).
No entanto, na sua investigação, Foucault não esclareceu o ponto de convergência destes dois aspectos do poder, de tal modo que se chegou a afirmar que ele teria constantemente recusado elaborar uma teoria unitária do poder. Se Foucault
contesta a abordagem tradicional ao problema do poder, baseada exclusivamente em modelos jurídicos (“o que é que legitima o
poder?”)
ou em modelos institucionais (“o que é o Estado”?)
e propõe “libertar-se do privilégio da soberania “ (Foucault 1, p.80) para construir uma analítica do poder que já não tenha como modelo e como código o direito, onde está então, no corpo do poder, a zona de indiferença (ou, pelo menos, o ponto de intersecção) onde as técnicas de individuação e os processos totalizantes se tocam? E, de maneira mais geral, existe um centro unitário onde o “duplo laço” político encontra a sua razão de ser? Que havia um aspecto subjectivo na génese do poder, estava já implícito no conceito de servitude volontaire em La Boétie; mas qual é o ponto em que a servidão dos indivíduos comunica com o poder objectivo? É possível, num âmbito tão decisivo, contentarmo-nos com explicações psicológicas, como aquela, embora cheia de sugestões, que estabelece um paralelismo entre neuroses externas e internas? E perante fenómenos como o poder mediático-espectacular, que está hoje por todo o lado a transformar o espaço político, é legítimo ou mesmo apenas possível manter a distinção entre tecnologias subjectivas e técnicas políticas?

Se bem que a existência de uma tal orientação pareça logicamente implícita nas investigações de Foucault,
ela é um ponto cego no campo visual,
algo que o olhar do investigador não pode alcançar, ou um ponto de fuga que se distancia no infinito, para o qual as diversas linhas de perspectiva da sua pesquisa (e, mais geral, de toda reflexão ocidental sobre o poder) convergem sem nunca o poder atingir.
O presente trabalho diz respeito precisamente a este secreto ponto de cruzamento entre o modelo jurídico-institucional e o modelo biopolitico do poder. Uma das conclusões obrigatórias a que se chegou é precisamente a de que as duas análises não podem ser separadas e que a implicação da vida nua na esfera política constitui o núcleo originário – ainda que oculto – do poder soberano. Pode pois dizer-se que a produção do corpo BIOPOLITICO é o acto original do poder soberano. A biopolítica é, neste sentido, pelo menos tão antiga quanto a excepção soberana. Colocando a vida biológica no centro dos seus desígnios, o Estado moderno não faz mais do que trazer à luz a relação secreta que une o poder à vida nua, restabelecendo assim a ligação (segundo uma persistente correspondência entre moderno e arcaico que pode ser observada que pode ser observada nos âmbitos mais diversos) com o mais imemorial dos arcana imperi.”
p. 16
get it… hope so😀

Hibrido Mutante

produzindo híbridos., conecting dots😉

“(…) A definição de Schmitt da soberania (“soberano é aquele que decide sobre o estado de excepção”) tornou-se um lugar comum, ainda antes de se ter compreendido o que nela estava verdadeiramente em questão, ou seja, nada menos que o conceito-limite da doutrina do Estado e do direito, em que esta (uma vez que todo o conceito-limite é sempre o limite entre dois conceitos confina com a esfera da vida e confunde-se com ela (…)
Hoje, num momento em que as grandes estruturas estatais entraram em processo de dissolução e a excepção, como PREVIU BENJAMIN, se tornou a regra, é tempo de ver numa perspectiva completamente nova o problema dos limites e da estrutura orginária do Estado, uma vez que a insuficiência da critica anarquista e marxista do Estado devia-se precisamente a não ter sequer pressentido esta estrutura e a ter deixado assim apressadamente de lado o arcanum imperii como se para além dos simulacros e das ideologias invocadas para o justificar, ele não tivesse consistência. Mas, mais tarde ou mais cedo, acaba por se identificar com um inimigo cuja estrutura permaneceu desconhecida, e a teoria do Estado (e em particular a do estado de excepção, ou seja a ditadura do proletariado como fase de transicção para a sociedade sem Estado) é precisamente o escolho onde as revoluções do nosso século naufragaram.”
p.20
O Poder soberano e a vida nua – Homo Sacer” – Giorgio Agamben,
trad. António Guerreiro, ed. Presença😉
1º volume

(2ª vol. é ” Estado de excepção” em Pt, ontem, aqui pelo Ipsilon:
http://ipsilon.publico.pt/livros/critica.aspx?id=271175,

Hibrido Mutante

‎… agora.. perante esta leitura, consistente, “dominante”, “actual”, “activável”, de uma boa-alma com “boa-vontade” e “natureza-recta” militante, como é k no Fb te vou conseguir sintetizar q isto, passando por “leitura contemporânea sobre… a neutralidade de Foucault” é “Aristoteles-kant-Marx”e mta Arendt— heidegger… não (Espinosa) Leibniz-Nietzsche… q isto é um retorno ao “Homem”… a moral a querer submeter a ética pelo trabalho do negativo e da paranóia (uma teoria “total do Poder” q Foucalt n terá querido elaborar depois da critica e da clínica de “anti-édipo” em Fr e mais além … ;)… que isto é um efeito… uma ilusão transcendental… um velho regime de loucura (paranóico)… um retorno aos imperativos morais por submissão e torção de uma potencia ética… q isto n é pensar diagramas de forças ou agenciamentos do desejo… produção, mesmo da própria escravidão..

que é d novo o “bom selvagem” (e lá me relembro, como se fosse já “senso comum”, da profunda, memorável e decisiva critica de Derrida ao seu antigo prof, Foucault e o seu paragrafo sobre Descarte, em 60s, levando a um aprofundamento decisivo da reflexão sobre o “bom selvagem” na “loucura” por aqueles lados…
http://www.scielosp.org/pdf/csp/v14n3/0102.pdf
(só espreitei, mas pode dar uma ideia do q falo Foucault-Derrida em 60s… e tenho d falar aqui…
… mas estou no Fb… a tua pergunta é-me bastante complicada… espero q o rizoma deixado t possa servir para situares o teu Foucault “e o q certos dizem e e tal”🙂

Hibrido Mutante

‎(a “zôê” contraposta paranoicamente ao “bios”),
“Levando a cabo a tarefa metafísica que a levou a assumir cada vez mais a forma biopolitica, a politica não conseguiu construir a articulação entre zôê e bios, entre VOZ e LINGUAGEM que lhe ter…ia reduzido a fractura. A VIDA NUA permanece ligada a ela na forma da excepção, isto é, de algo incluído só através de uma exclusão.
Como é possível “politizar a “DOÇURA NATURAL” da zôê? E, sobretudo, terá esta verdadeiramente necessidade de ser politizada ou o político já faz parte dela como o seu núcleo mais precioso?
… como se atrever a discordar, sem o devido tempo e cuidados, com estas “belas palavras”:
”E, sobretudo, terá esta verdadeiramente necessidade de ser politizada ou o político já faz parte dela como seu núcleo mais precioso? A biopolitica do totalitarismo moderno, por um lado, e a sociedade de consumo e do hedonismo de massas por outro, constituem certamente, cada uma à sua maneira, uma resposta a esta pergunta. Porém, enquanto não surgir uma política integralmente nova – isto é, já não FUNDADA na exeptio da vida nua -, toda a teoria e toda a praxis permanecerão prisioneiras de uma ausência de vida,e o “belo dia” da vida só alcançará cidadania política através dp sangue e da morte ou na perfeita insensatez a que o condena a sociedade de espectáculo”.

p.20
aqui, na oposição (dialéctica, hilomorfica) da zôê e da bios de Agamben, não há lobos… a não ser culturais…

Hibrido Mutante

Porque acho q aqui, Derrida pode fazer um trabalho mais incisivo e produtivo… embora depois… tivesse de me deslocar dele (tal como de Foucault, para mais perto de Deleuze e Guattari…), aqui fica (olha q deu trabalho e nem sei s vais ter pachorra para ler LOL😉 pode ser q depois de para qq outra coisa… fica feito…:

“Jaques Derrida “O soberano Bem” , Coimbra, Portugal
Conferencia pronunciada na abertura de um colóquio internacional com o título A soberania Crítica, Desconstrução, aporias. (Em torno do pensamento de Jaques Derrida), organizada por Fernanda Bernardo (tradutora) na Universidade de Coimbra de 17 a 19 de Nov 2003
(…)
P.37 “Vamos mostrar já de caminho q n nos podemos interessar pelas relações da besta e do soberano, bem como por todas as questões do animal e do politico, da política e do animal, do homem e da besta quanto ao Estado, à Polis, à Cidade, á Republica, ao corpo social, à Lei em geral, à guerra e à paz, ao terror e ao terrorismo, ao terrorismo nacional e internacional, etc.,
sem reconhecer algum privilégio à figura do “lobo”; e não apenas na direcção de um certo Hobbes e desta fantástica fantasmática, insistente, recorrente alteração entre o homem e o lobo, entre ambos, o lobo para o homem, o homem para o lobo, o homem COMO lobo para o homem, o homem como género humano, desta vez, para além da diferença sexual, o homem e a mulher (homo homini lúpus, dizendo claramente este dativo que se trata também de um modo de, na interioridade do seu espaço humano, o homem se dar, se representar, se contar a si mesmo esta historia de lobo, um modo de escorraçar o lobo fazendo-o vir, caçando-o (chamam-lhe uveterie a esta caça aos lobos), num fantasma, numa narrativa, num mitema, numa fábula, num tropo, numa figura de retórica, aí onde o homem conta historia do político, a história da origem da sociedade, a história do contrato social, etc.: para o homem, o homem é um lobo)(…)
p.41
Não paramos de tentar pensar este devir-besta, este devir-animal de um soberano que é antes de mais um chefe de guerra e se determina como soberano ou como animal em face do inimigo. Ele é instituído soberano pela possibilidade do inimigo, por esta hostilidade em que SCHMITT pretendia reconhecer, a par da possibilidade do político, a própria possibilidade do soberano, da decisão e da excepção soberanas.”

Hibrido Mutante

‎(…)p.53
A única regra que, de momento, creio ser preciso acatar aqui é, não só não nos fiarmos nos limites oposicionais comummente acreditados entre o que se natureza e cultura, natureza/lei, physis/nomos, Deus, o homem e o animal ou ainda …de um “próprio do homem”, tanto quanto a de, no entanto, não misturarmos tudo e não nos precipitarmos por analogismos, para semelhanças ou identidades.

De cada vez que se põe a questão um limite oposicional, longe de se concluir pela identidade, é, pelo contrário, preciso multiplicar a atenção às DIFERENÇAS, refinar a análise num campo estruturado.

Para não ir buscar senão este exemplo, o mais próximo do nosso propósito, não bastará ter em conta o facto pouco contestável de que há sociedades animais refinadas e complicadas na organização das relações familiares e sociais em geral, na repartição do trabalho e das riquezas, na arquitectura, na herança de adquiridos, de bens ou de aptidões não inatas, na conduta da guerra e da paz, na hierarquia dos poderes, na instituição de um chefe absoluto (por consenso ou pela força se se puder distinguir), um chefe absoluto que tem direito de vida e de morte sobre os outros, com a possibilidade de revoltas, de reconciliações, de graças acordadas, etc.;

não bastará ter em consideração estes factos pouco contestáveis para daí concluir que há politico e sobretudo soberania em comunidades viventes não humanos. “Animal social” não quer necessariamente dizer animal político, nem toda a lei é necessariamente ética, jurídica ou política(…)

😉 é uma outra concepção de “poder” como connatus, do micropoder, do estado com efeito e não como causa (ao ponte de se lutar pela escravidão como se fora a liberdade)… do espaço social como diagrama… agenciamento… para além e aquém do “Homem”…

Josef Castro mas é que f. recusou-se MESMO a elaborar uma teoria do poder unitária, como aliás explicitamente afirma no “Il faut défendre la soc..”, “Territoire, pop…” e “La naissance de la biopolitique…”🙂; o(s) ponto(s) de articulação: aí, é descer as escadas e olhar de baixo…

Hibrido Mutante ‎… hum🙂 e isso para ti é bom ou mau (n propriamente bem ou mal LOL😉 …

Josef Castro eu gosto das falhas… das rugosidades🙂

Hibrido Mutante

‎:)
ah… o link que de ide Derrida sobre Deleuze (precioso😉 tal como de resto, o q o do icones da Multitdues😛 ,
apesar da estupidez de quem traduziu para o Youtube, o título(!!! generosity???!!!) é “The transcendental stupidity (“Betise”, “…besteira”) of Man and the becoming-animal according to Deleuze trascrita em “Derida. Deleuze, Psychoanalysis”, editor Gabrielle Schwab, ainda editada por Derrida, mas publicada j depois de falecer. E só posso dizer q anda em redor do “próprio do Homem”, da besta (e da betise) e do soberano (e da autonomia)… e o lugar do fantasma e do desejo… txt para pensar por mais uns anos…

Paul Ming é impressão minha ou o goulão postou e apagou o comentário q seria o mais interessante?? lol, q toino!
depois volto pra ler tudo😛

Hibrido Mutante

Bem… finalizando a “assemblagem” de ontem (era tarde e fui descansar😉 , o que diz então Foucault, ou melhor, o que foi dizendo Foucault (porque há quem se “agarre” a diferentes períodos da sua obra “como se fosse a “última”).

Deixo-te a citação do importante seminário “Em defesa da sociedade”. Se, como descreveu Deleuze, Foucault passa por 3 fases (Saber-Poder-Subjectivação), este é sem dúvida um momento charneira entre o segundo e o terceiro momento do seu pensamento😉. Espero que dê sentido a tudo q “divaguei” anteriormente (sendo q a citação d Derrida m parece aqui mais incisiva😉
Vou dividir em vários posts (já de si compridos… desculpa qq coisa😉
Abraço pá🙂

Hibrido Mutante

Foucault “Em defesa da sociedade” ; Aula 7 de Janeiro de 1976
p.24
“(…) Poderíamos pois contrapor 2 grandes sistemas de análise do poder:

1) Um, que seria ao velho sistema que vocês encontram nos filósofos do sec XVIII, se articularia 3m torno do poder como direito original que se cede , constitutivo da soberania, e tendo o CONTRATO como matriz do poder politico. E haveria o risco desse poder assim constituído, quando ultrapassa a si mesmo, ou seja, quando vai além dos próprios termos do contrato, torna-se opressão. PODER-CONTRATO, tendo como limite, ou melhor, como ultrapassagem, d limite, a opressão.

2) E vocês teriam outro sistema, que tentaria, pelo contrário, analisar o poder político não mais de acordo com o esquema contrato-opressão, mas de acordo com o esquema GERRA-REPRESSÂO. E, nesse momento, a repressão não é o que era a opressão em relação ao contrato, ou seja, um abuso, mas ao contrário, o simples efeito e o simples prosseguimento de uma relação de dominação. A repressão nada mais seria que o emprego, no interior dessa pseudopaz solapada por uma guerra contínua, de uma relação de força perpétua.

Portanto, 2 esquemas de análise do poder: o esquema CONTRATO-opressão, 2ue é, se vocês preferirem, o esquema jurídico, e o esquema GUERRA-repressão, ou dominação-repressão, no qual a oposição pertinente não é a do legítimo e do ilegítimo, como no esquema precedente, mas a oposição entre luta e submissão.

É evidente que tudo que eu lhes disse ao longo dos anos anteriores se insere do lado do esquema GUERRA-repressão. Foi este esquema que, de fato, eu tentei aplicar.”

Hibrido Mutante

‎” Ora, à medida que eu o aplicava (o esquema GUERRA-repressão), fui levado mesmo assim a RECONSIDERA-LO; ao mesmo tempo, claro, porque numa porção de pontos ele ainda está insuficientemente elaborado – eu diria mesmo que está totalmente inelaborado – e também creio que as duas noções de “repressão” e de “guerra”, devem ser consideravelmente modificadas, quando não, talvez, no limite, ABANDONADAS.

Em todo o caso, é preciso olhar um pouco mais de perto a hipótese de que os mecanismos de poder seriam essencialmente mecanismo de repressão, e a outra hipótese de que, sob o poder político, o que paira e o que funciona, é essencialmente e acima de tudo uma relação belicosa.

Acho, e não digo isto para me gabar, que já faz bastante tempo que desconfio dessa noção de “repressão”, e tentei mostrar-lhes, justamente a propósito das genealogias de que eu falava agora há pouco, a propósito da história e do direito penal, do poder psiquiátrico, do controle da sexualidade infantil, etc. que os mecanismos empregues nessas formações de poder ERAM ALGO MUITO DIFERENTE da repressão; em todo o caso, eram bem mais do que ela. Por conseguinte, as próximas aulas serão dedicadas à retomada da crítica da noção de REPRESSÃO, de tão corrente hoje em dia, para caracterizar os mecanismos e os efeitos de poder, é totalmente INSUFICIENTE para demarcá-los.”

Hibrido Mutante

Aula 14 de Janeiro de 1976 p.32
“(cinco) Precauções de método;
1) Primeiro, não se trata de analisar formas regulamentadas e legitimas do poder no seu centro, no que podem ser os seus mecanismos gerais ou seus efeitos de conjunto. Trata-se de… apreender, AO CONTRÁRIO, o poder em suas EXTERMIDADES, em seus últimos lineamentos, onde ele se torna capilar; ou seja: tomar o poder em suas formas e suas instituições mais regionais, mais LOCAIS, sobretudo no ponto em que o poder, indo além das regras de direito que o organizam e o delimitam, se prolonga, em consequência, mais além dessas regras, investe-se em instituições, consolida-se em técnicas e fornece instrumentos de intervenção materiais, eventualmente até violentos.

Um exemplo: em vez de se procurar saber onde e como na soberania, tal como ela é apresentada pela filosofia , seja do direito monárquico, seja do direito democrático, se fundamenta no poder de punir, tentei ver como, efectivamente, a punição, o poder de punir se consolidava num certo número de instituições LOCAIS, regionais, materiais, seja o suplicio ou o aprisionamento, e isto num mundo a um só tempo institucional, , físico, regulamentar e violento dos aparelhos efectivos de punição. Em outras palavras, apreender o poder sob o aspecto de EXTERMIDADES cada vez menos jurídicas de seu exercício: era a primeira instrução dada”

Hibrido Mutante

p. 33
2) Segunda instrução: tratava-se de NÃO analisar o poder no nível da intenção ou da decisão, de não procurar considera-lo do LADO DE DENTRO, de não formular a questão (que acho labiríntica e sem saída) que consiste em dizer: quem tem o… poder afinal? O que tem na cabeça e o que procura aquele que tem o poder?
Mas sim de estudar o poder, AO CONTRÁRIO, do lado em que sua intenção – se intenção houver – está inteiramente concentrada no INTERIOR DE PRÁTICAS REAIS e efectivas; estudar o poder de certo modo, do lado de sua FACE EXTERNA, no ponto em que ele está em relação directa e imediata com o que se pode denominar, muito provisoriamente, , seu objecto, seu alvo, seu campo de aplicação, no ponto , em outras palavras, em que ele se implanta e produz EFEITOS REAIS.
Portanto NÃO: por que certas pessoas querem dominar? O que elas procuram, Qual a sua estratégia de conjunto?
E SIM: como as coisas ACONTECEM no momento mesmo. No nível, no PROCEDIMENTO de sujeição, ou nesses PROCESSOS contínuos e ininterruptos que sujeitam os corpos, dirigem os gestos, regem os comportamentos.
Em outros termos, em vez de se perguntar como o soberano aparece no alto, procurar saber como se constituíram, pouco a pouco, progressivamente, realmente, materialmente, os súbditos, o súbdito, a partir da multiplicação dos corpos, das forças, das energias, das matérias, dos desejos, dos pensamentos, etc. (…) Pois bem, em vez de formular esse problema da alma central (Alma do Leviata em Hobbes), eu acho que conviria tentar – eu tentei fazer – estudar os corpos periféricos e múltiplos, esses corpos constituídos pelos efeitos de poder, como súbditos.”

Hibrido Mutante

p.34
3) Terceira precaução de método: NÃO tomar o poder como fenómeno de dominação maciço e homogéneo – dominação de um indivíduo sobre os outros, de um grupo sobre outros, de uma classe sobre outras; ter em mente que o poder, excepto ao considera-lo muito alto e de muito longe, não é algo que partilhe entre aqueles que o têm e que o detêm exclusivamente, e aqueles que não têm e que são submetidos a ele.
O poder, acho eu, deve ser analisado como uma coisa que CIRCULA, ou melhor, uma coisa que só FUNCIONA em cadeia. JAMAIS está LOCALIZADO aqui ou ali, jamais está entre as mãos de alguns, jamais é possuído como uma riqueza ou um bem. O PODER FUNCIONA. O poder exerce-se em rede e, nessa rede, não só os indivíduos circulam, mas estão sempre em posição de ser submetidos a esse poder e também de exerce-lo. JAMAIS eles são alvos inertes ou consentidos do poder, são sempre seus INTERMEDIÀRIOS. Em outras palras, o poder transita pelos indivíduos, não se aplica a eles.

NÃO SE DEVE, acho eu, conceber o individuo como uma espécie de núcleo elementar, átomo primitivo, matéria múltipla e muda na qual viria aplicar-se, contra a qual se viria abater o poder, que submeteria os indivíduos ou os quebraria. Na realidade, O QUE FAZ que um corpo, gestos, discursos, desejos sejam identificados e constituídos como INDIVIDUOS, é precisamente isso um dos efeitos do poder. Quer dizer, O INDIVIDUO É UM EFEITO DO PODER e é, ao mesmo tempo, na mesma medida em que é um efeito seu, seu intermediário: o poder transita pelo indivíduo que ele constituiu.”

Hibrido Mutante

‎(pequeno intervalo😉 … percebes aqui pk tantas vezes a malta do PC ou do BE, como tantos humanistas do PS e à sua direita (ou tu… >:) me surgem tantas vezes num discurso neurótico, paranóico… anacrónico … mais caricatos ainda qdo nos remetem …para Foucault, Deleuze, Derrida, que os considerariam encalacrados num “regime de loucura”… “os banqueiros, os poderosos, os senhores do mundo”… eich…😉 acho-os caricatos… assisti por acaso o prós e contras da semana passada e hão sei quem me pareceu mais neurótico, se Barata Moura com o seus “banqueiros” se Adriano Moreira no seu apelo à re-fundação do Estado por um novo líder carismático… sick people… ainda q bem intencionada… boas almas… naturezas-rectas… edipinianizados (um acusador do pai mau, o outro idolatra do pai bom)… é cada uma neurose colectiva por estas bandas… iuuuuuuuuc… respira-se com dificuldade e só mantendo grande distancia…entre José Gil (do “medo de existir”) e o eterno Pulido Valente, não vejo grande diferença: sacerdotes ressabiados e paranóicos…😉 sintomas dos seus leitores…

Hibrido Mutante

retomando😉 p. 36
“4) Quarta consequência no plano das precauções de método: quando eu digo: quando eu digo: “o poder é algo que se exerce, que circula, que forma rede”, talvez seja verdade até certo ponto. Podemos igualmente dizer: “todo…s nós temos fascismo na cabeça e, mais fundamentalmente ainda; “todos nós temos o poder no corpo”. E o poder  pelo menos em certa medida, transita ou transmuta por nosso corpo. Tudo isto pode ser dito; mas não creio que seja preciso concluir, a partir daí, que o poder seria, se vocês quiserem, a coisa mais bem distribuída do mundo, a mais distribuída, se bem que até certo ponto ele o seja. Não é uma espécie de distribuição democrática ou anárquica do poder através do corpo. Quero dizer o seguinte: parece-me que – essa seria a 4 precaução do método – o importante é que não se deve fazer uma espécie de dedução do poder que partiria do centro e que tentaria ver até onde ele se prolonga por baixo, em que medida ele se reproduz, se reconduz até aos elementos mais atomísticos da sociedade. Creio que, ao CONTRÁRIO- é a precaução do método a seguir – fazer uma análise ASCENDENTE do poder, ou seja, partir dos mecanismos infinitesimais, os quais têm sua própria história, seu próprio trajecto, sua própria técnica e táctica, e depôs ver como esses mecanismo de poder, que têm, pois sua solidez e, de certo modo, sua tecnologia própria, foram e ainda são investidos, colonizados, utilizados, inflectidos, transformados, deslocados, estendidos, etc. por mecanismos cada vez mais gerais e por formas de dominação global.”

Hibrido Mutante

p. 40
(…) Quinta precaução: é bem possível que as grandes máquinas de poder sejam acompanhadas de produção ideológica. Houve sem dúvida, por exemplo, uma ideologia da educação, uma ideologia do poder monárquico, uma ideologia da democracia p…parlamentar, etc. Mas, na base, no ponto em que terminam as redes de poder, o que se forma não acho que sejam ideologias.

É muito menos e, acho eu, muito mais.

São instrumentos efectivos de formação e de acúmulo de saber, são métodos de observação, técnicas de registo, procedimentos de investigação e de pesquisa, são aparelhos de verificação. Isto quer dizer que o poder, quando se exerce em seus mecanismos finos, não pode faze-lo sem a formação, a organização e em pôr em circulação um SABER, ou melhor, aparelhos de saber que não são acompanhamentos ideológicos.”

Hibrido Mutante

p.40 “Para resumir essas 5 precauções de método, eu diria isto: em vez de orientar a pesquisa sobre o poder para o âmbito do edifício jurídico da soberania, para o âmbito dos aparelhos do Estado, para o âmbito das ideologias que os acompanham,
creio que se deve orientar a análise do poder para
o âmbito da dominação (não da soberania), para o âmbito dos operadores materiais, para o âmbito das conexões e utilizações dos sistemas locais dessa sujeição e para o âmbito, enfim, dos dispositivos de saber.

Em suma, é preciso desenvencilhar-se do modelo do Leviatã, desse modelo de um homem artificial, a um só tempo autómato, fabricado e unitário igualmente, que envolveria todos os indivíduos reais, e cujo corpo seriam os cidadãos, mas cuja alma seria a soberania.

É preciso estudar o poder fora do Leviatã, fora do campo delimitado pela soberania jurídica e pela instituição do estado; trata-se de analisa-lo a partir das técnicas e tácticas de dominação.

Eis a linha metódica que, acho eu, se deve seguir, e que tentei seguir nessas diferentes pesquisas que realizamos nos anos anteriores a propósito do poder psiquiátrico, da sexualidade das crianças, do sistema punitivo, etc.”

espero q tenhas ficado perfeitamente elucidado sobre o lugar de Foucault e o que teria respondido “àquilo q alguns lhe apontam sobre adoptar um posicionamento em geral neutro e tal”…

abraço😉

One thought on ““Discorrendo um cadinho sobre o posicionamento politico do Foucault” :)

  1. […] situar as (aparentes) divagações  (aqui) e para situar “aquilo q alguns lhe apontam sobre adoptar um posicionamento em geral neutro e tal […]

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