Dx em Diferença e Repetição

Opomos dx,
como símbolo da diferença (Differenzphilosophie),
a não-A,
símbolo da contradição

como opomos a diferença em si mesma
à negatividade.

É verdade que
a contradição
procura a Idéia do lado da maior diferença,
ao passo que
a diferencial
se arrisca a cair no abismo do infinitamente pequeno.

Mas, assim, o problema não está bem formulado:
é um erro ligar o valor do símbolo dx
à existência dos infinitesimais
mas é também um erro negar-lhe
todo valor ontológico ou gnoseológico
em nome de uma recusa destes valores.

Deste modo, nas interpretações antigas do cálculo diferencial,
ditas bárbaras ou pré-científicas,
há um tesouro a ser separado de sua ganga infinitesimal.

É preciso muita ingenuidade verdadeiramente filosófica
e muito entusiasmo para levar a sério o símbolo dx:
Kant e mesmo Leibniz renunciaram a isso.

Mas na história esotérica da filosofia diferencial
três nomes brilham com vivo clarão:

Salomon Maïmon,
paradoxalmente, funda o pós-kantismo  através de
uma reinterpretação leibniziana do cálculo (1790);

Hoené Wronski,
matemático profundo, elabora um sistema
ao mesmo tempo positivista, messiânico e místico,
implicando uma interpretação kantiana do cálculo (1814);

Bordas-Demoulin,
por ocasião de uma reflexão sobre Descartes,
dá uma interpretação platônica do cálculo (1843).

Muitas riquezas filosóficas, aqui,
não devem ser sacrificadas à técnica científica moderna:
um Leibniz,
um Kant,
um Platão
do cálculo.

O principio de uma filosofia diferencial em geral
deve ser o objeto de uma exposição rigorosa
e não depender em nada dos infinitamente pequenos.

O símbolo dx aparece ao mesmo tempo
como indeterminado,
como determinável
e como determinação.

A estes três aspectos
correspondem três princípios
que formam a razão suficiente:

ao indeterminado como tal
(dx, dy),
corresponde um princípio de determinabilidade;

ao realmente determinável
( dy/dx ),
corresponde um princípio de determinação recíproca;

ao efetivamente determinado
(valores de dy/dx ),
corresponde um princípio de determinação completa.

Em suma, dx é a Idéia – a Idéia
platônica,
leibniziana
ou kantiana,

o “problema”
e seu ser.

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