Sobre…

Para melhor introdução a tudo isto.. um blog público em Pt para ir arrumando e praticando isto tudo😉

2 thoughts on “Sobre…

  1. S. diz:

    Weeeeeee!
    palavras EEEEEEE coisas!😉

    Para “iluminar” o título e o subtítulo do teu blog, que é quase uma fracção, Deleuze no numerador e Foucault no denominador, nada como um excerto do primeiro sobre o segundo:

    «Blanchot est, d’une certaine manière, cartésien. Lui aussi ne pense qu’avec une seule forme. Lui aussi, comme Descartes, c’est son seul rapport avec Descartes, toute sa pensée consiste à confronter la détermination et l’indéterminé.(…)Pour Foucault, il y a deux formes: la forme du visible et la forme de l’énonçable. Contrairement à Blanchot, Foucault a donné une forme au visible. La différence est minuscule, mais elle est très importante. Pour Blanchot tout passait par un rapport de la détermination et de l’indéterminé pur. Pour Foucault – et par là il est kantien et non pas cartésien – tout passe par un rapport de la détermination et du déterminable, les deux ayant une forme propre. Il y a une forme du déterminable non moins qu’il y a une forme de la détermination. La lumière est la forme du déterminable, tout comme le langage est la forme de la détermination.
    L’énonçable est une forme, mais le visible est une forme aussi. Dès lors, Foucault sera obligé de rajouter le ” et inversement ” et le ” et inversement ” n’est pas une petite addition, c’est un remaniement. (…) Cette fois-ci il y a une béance entre voir et parler. Comment se présente cette béance, cinématographiquement? La parole raconte une histoire qu’on ne voit pas, l’image visuelle fait voir des lieux qui n’ont pas ou qui n’ont plus d’histoire, c’est-à-dire des lieux vides d’histoire. C’est un véritable court-circuit entre cette histoire qu’on ne voit pas et ce vu qui n’a pas d’histoire, ce vu vide. (…) Ce que je dis on ne pouvait pas le voir. Pourquoi? ça n’atteignait pas notre seuil de perception. Même si des gens le faisait, ça n’atteignait pas notre seuil de perception. (…) C’est avec Ozu qu’apparaît la disjonction, la disjonction entre un événement parlé et une image vide événement. Le type parle, raconte un événement généralement insignifiant, il est dans un espace ou il y a un personnage hors champ, auquel il parle, et lui parle tout seul dans un espace vide. Disjonction entre l’événement parlé et l’image-événement. C’est la même chose qu’une disjonction entre une histoire qu’on ne voit pas et un lieu vide d’histoire» – Deleuze, curso sobre Leibniz, 1982.

  2. mecanosfera diz:

    M
    Máquinas abstratas (diagrama e phylum)

    Num primeiro sentido,
    não existe a máquina abstrata,
    nem máquinas abstratas
    que seriam como Idéias platônicas,
    transcendentes e universais,
    eternas.

    As máquinas abstratas operam em agenciamentos concretos:
    definem-se pelo quarto aspecto dos agenciamentos,
    isto é, pelas pontas de
    • descodificação
    • e de desterritorialização.

    Traçam essas pontas; assim, abrem o agenciamento territorial para outra coisa,
    para agenciamentos de um outro tipo,
    para o molecular, o cósmico,
    e constituem devires.

    Portanto, são sempre singulares e imanentes.

    Contrariamente ao que se passa nos estratos,
    e também nos agenciamentos considerados sob seus outros aspectos,
    as máquinas abstratas ignoram as formas e as substâncias.

    Por isso são abstratas,
    mas também é esse o sentido rigoroso do conceito de máquina.

    As máquinas excedem toda mecânica.
    Opõem-se ao abstrato no seu sentido ordinário.

    As máquinas abstratas consistem em
    • matérias não formadas
    • e funções não formais.

    Cada máquina abstrata
    é um conjunto consolidado
    de matérias-funções
    • (PHYLUM
    • e DIAGRAMA).

    Isto se vê claramente num “plano” tecnológico:
    um tal plano não é composto simplesmente por
    • substâncias formadas,
    o alumínio, plástico, fio elétrico, etc,
    • nem por formas organizadoras,
    o programa, protótipos, etc,
    mas por
    • um conjunto de matérias não formadas
    o que só apresentam graus de intensidade
    (resistência, condutibilidade, aquecimento, estiramento, velocidade ou retardamento, indução, transdução…),
    • e funções diagramáticas
    o que só apresentam equações diferenciais ou, mais geralmente, “tensores”.

    Certamente, no seio das dimensões do agenciamento,
    a máquina abstrata ou máquinas abstratas
    efetuam-se em
    • formas
    • e substâncias,
    com estados de liberdade variáveis.

    Mas foi preciso, simultaneamente,
    • que a máquina abstrata se componha
    • e componha um plano de consistência.

    Abstratas,
    singulares e criativas,
    aqui e agora,

    reais embora não concretas,
    atuais ainda que não efetuadas;

    por isso, as máquinas abstratas são
    • datadas
    • e nomeadas

    (máquina abstrata-Einstein, máquina abstrata-Webern, mas também Galileu, Bach ou Beethoven, etc).

    Não que remetam
    • a pessoas
    • ou a momentos efetuantes;
    ao contrário,
    • são os nomes
    • e as datas
    que remetem
    • às singularidades das máquinas,
    • e a seu efetuado.

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